O que é ser professor?

O artigo a seguir é de autoria de estudantes de pedagogia e não expressa necessariamente a opinião da Rede Vozes da Educação. Se você também está estudando para ser um futuro educador e quer participar deste espaço, envie um texto para observatório@acaoeducativa.org

Nicolás Cortez, Fabián Rivera e Consuelo Toro

Estudantes do 1º ano de Pedagogia

Universidade de la Frontera

Novembro / 2012

Em um país globalizado como o Chile, que pertence a um conjunto de nações “em desenvolvimento”, o principal é possuir uma educação que chegue a todos para que, assim, a população seja mais competente e possa avançar nas matérias que permitirão um desenvolvimento integral do país. Por esta mesma razão, uma grande porcentagem de homens e mulheres chilenos foi para a escola e há a preparação de professores.

O olhar sobre os professores tem muito a ver com quem está observando, a idade, a classe social, a região do país em que se encontre o estudante, sendo que tudo isso gera alterações bruscas na imagem de um professor frente a seu corpo de alunos. Para um jovem de um contexto rural, o professor é quem o ensina coisas que são muito desconhecidas e com quem, talvez, tenha uma relação afetiva mais próxima; em que o aluno com menos recursos veja no professor a possibilidade de escapar da marginalidade e, por isso, o respeita. Já um jovem que possui muito dinheiro vê um professor como um meio necessário à sua formação e considera-o, em muitas vezes, somente como um empregado.

Para nós, a partir de uma postura claramente urbana, identificados com a classe média do país, o professor foi um ente presente em toda nossa formação escolar e, sem dúvida, sua imagem foi mudando gradualmente à medida que íamos crescendo. Quando alguém entra ao ensino básico, a depender de seu contexto sócio geográfico, é possível que vá a uma escola muito grande, com cerca de 40 alunos por sala, onde o professor é um personagem distante e com participação limitada pela grande quantidade de crianças, ainda que não seja sempre desta forma. Há, também, a possibilidade de ingressar em uma escola um pouco menor, onde a relação com os professores é muito mais próxima, em que se dedicam a ensinar os conteúdos pertinentes, mas onde, desta vez, os professores tratam os alunos a partir do instinto de proteção que segue até que o aluno vá para a educação secundária.

É na educação secundária que o professor deixa de ter uma imagem paternalista e cheia de solenidade. Graças a esta atitude pouco afetiva, é possível que se descubra outra cara da vida de um professor: aquela onde se é retratado o conhecimento como nunca antes se havia visto, por um ser que possui grande bagagem nas áreas de sua especialidade – como se fosse uma enciclopédia – e com a oportunidade de consultá-lo frequentemente.

Ser professor parece, de qualquer jeito, alguém que faz um grande grau de sacrifício e, ao mesmo tempo, o porta voz da cultura e da educação para as novas gerações.

*Foto: Rage Forst / Flickr

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