Uma pesquisa sobre as condições do trabalho docente no Brasil demonstra, com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios e do Censo Escolar de 2009, que o nível socioeconômico dos professores e o rendimento de seu trabalho são menores que os de outros profissionais com nível de formação equivalente ou mesmo inferior.
Num total de 47 profissões analisadas, a de professor de ensino fundamental das séries iniciais, por exemplo, figura na 31ª posição, com média salarial de R$ 1.454 à época – inferior ao que ganham, em média, corretores de imóveis (R$ 2.291), caixas de bancos (R$ 1.709) e cabos e soldados da polícia militar (R$ 1.744).
De acordo com o estudo, 51,3% dos professores da educação básica possuem uma jornada de trabalho igual ou superior a 40 horas semanais. Para complementar a renda, 10% dos professores recorrem a “bicos” – o que significa que 266 mil professores brasileiros possuem uma segunda ocupação.
Outro destaque da pesquisa são os desafios em torno da questão da formação: um terço dos professores do ensino fundamental e 50% da educação infantil não são formados em nível superior.
O estudo “Remuneração e características do trabalho docente no Brasil: um aporte”, realizado pelos pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) José Marcelino de Rezende Pinto e Thiago Alves, foi divulgado na Revista Cadernos de Pesquisa em agosto de 2011, e pode ser acessado aqui.

5 Comments
O discurso da necessidade de formação constante esbarra nas condições concretas de sobrevivência material dos professores. Como se dedicar a cursos de formação docente complementares se o professor precisa, antes, sobreviver?
Essa é realmente uma pesquisa interessante: a análise e comparação do rendimento salarial das diversas categorias de trabalho com a categoria do professorado no Brasil.
Entretanto, apesar da matéria bem feita, o título – parece-me – não condiz com o conteúdo do texto. Na frase “rendimento abaixo da média de profissionais com formação equivalente” não especifica o tipo de “rendimento”,podendo levar o leitor ao contexto da produtividade – um tema bastante abordado, que tem levantado hipóteses à desvalorização docente.
Olá, José. Para desfazer a ambiguidade, incluímos o termo “salarial” no título. Obrigada pela observação!
Realmente, concordo plenamente que Professores brasileiros têm rendimento salarial abaixo da média de profissionais com formação equivalente o que deveria ser o contrário.Deveriam ser os profissionais mais bem pagos em todo mundo, visto que todas as profissões dependem de ter passado por um professor.
Professores brasileiros 6 bilhoes101milhoes424mil600reais e a folha salarial anual de todos os excelentíssimos senhores lideres políticos brasileiros!Na minha opinião nunca vi o Brasil em um situação tão favorável com a do momento, o que está faltando é a colaboração de toda nação!Eu penso que o destino da nação e de responsabilidade de todos nos.Eu quero pedir com respeito ,gratidão ,caráter ,honra a todos os excelentíssimos lideres brasileiros! se nos somos merecedores de nos concederem a honra de termos eleições com votação de piso e teto salarial para cargos políticos! Assim penso que cada um terá uma responsabilidade com a economia brasileira com ordem e progresso.Por professores brasileiro podem ajudar na campanha da paz sem fins lucrativos a favor da economia brasileira?